às vezes sou de prosa, e às vezes sou de crônica.
Foi ao encontro de Clarice, em um teatro. E percebi, que se eu fosse eu, escrevendo sobre Clarice, faria completamente diferente. Como? Isso é segredo.
5/30/202610 min read
Foi ao descobrir minha dupla excepcionalidade que eu resolvi largar tudo o que eu já não tinha, para tentar viver da arte. Me inscrevi em dezenas de cursos gratuitos. A maioria custeada pelo Estado. Ou pela prefeitura. Ou pelo município. Ou pelo governo. Nunca entendi direito quem estava pagando a conta, mas entendi rapidamente uma coisa: eu não preenechia os requisitos por ser branco e cheio de privilégios, pera, entrei no site aqui e encontrei um curso que fale sobre indicadores e patrimônio cultural total a minha cara. Ou a cara dos meus ancestrais? Se tem mais família que pretendeu perpetuar a história do Brasil, é a minha. Que já foi escravizada e também considerada, um prato cheio pra burguesada. Essa que só consigo me lembrar, a Suzie, uma mulher branca, de origem sueca falando sobre or racissmo no Brasil. Eu ajudei a construir o icone de um produto genuniamente brasileiro e não quis trazer qualquer traço de brasilidade, nada além com uma tentativa apra reduzir estereótipos de um Brasil que Já carrega vários, mas poder-se-ia, a partir de mim e de vários outros célebres brasileiros, que levam o Brasil, mostrando a sua arte: cientifica, de se vestir, de inovar...
No enredo, Suzie entende bem o paassado do preto, mas nao os coloca como coitadinhos. Que agora os mesmos, usam a lógica reversa: por muito tempo foram consumados apenas por suas cores, agora geram consumo exatamente por ela. Se antes era só mais neguinho da favela, frequentou a faculdade, a pós, o mestrado e o doutorado. Se antes eram os brancos que deveriam ensinar o que é racismo, já que foi de sua criação, agora usam conceitos tão mas sofisticados como lugar de fala e representatividade Questionando quem eu devo ouvir e ecutar? Ou só ouvir? Nessa guerra de classses, será que existem minorias que foram silenciadas que tiveram os mesmos tipos de danos e que ainda se apropriaram dos privilégios? Reparar o passado não adianta, já foi, não há o que se fazer, o passado não reconhece mais o seu lugar, pois está sempre presente, é a forma que Mário Quintana, sulista, usou para refletir, sobre nossa ancestralidade, aquilo o que está colado com a gente, tipo impresso no seu DNA.
Calma. Precisamos redefinir o que é privilégio. Segundo o Michaelis, é uma regalia que exclui os demais e apresenta uma exceção à regra. Uma capacidade ou talento excepcional.Oi? Uma vantagem, um direito, atribuído a uma pessoa ou grupo em detrimento dos demais. Como a língua portuguesa é adaptativa, ou seja, ela se adequa, muito mais pra inglês ver — e isso não tem nada a ver com inglês — porque é uma língua melindrosa, onde não há sinônimos, devo me preocupar com cada palavra que escolho por aqui, Capitu, olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Nem sei o que é oblíquia mas perto de dissimulada, não fica mais forte? Sim, meu estudos como versionistas e sobre minha dopamina manter dopaminada sobre assuntos complextos, como a língua portuguesa, só não me relevam que ambas são paroxítonas devido a sua sílaba tônica, mas também ritmo, prosódia e "design" sonoro. Isso o que diferencia de uma tradução literal, ou réplica, de uma versão que canta. Porque para traduzir uma letra, no meu modo de existir, não é tentar traduzir o que autor quis dizer com aquilo, mas o que me fez sentir aquilo, naquele esspaço/tempo. Geralmente, cultura transcende esssas tri-dimensões, e rompe a quarta parede pra repetir baixinho: tem algo que não é efêmero, é etéreo. Tipo hétero. Independentes de quaisquaier civilaçoes mias avançadas, eles serão eternos.
Ai não sei porque me veio na cabeça a imagem de uma influenciadora, por aí, hétero e vendedora de guarda-chuva, e falava pra todas vocês mulheres, era um papo calcinha mesmo, a se parecerem como burras. Ela investidora de milhões e dando logo esses conselhos, como se vocês precisasem de algum conselho, para já não parecerem naturalmente. Mas eu entendi o que ficou nas entrelinhas: é aproveitar de seus privilégios, seguindo com conselhos do Dr. Quintana sobre o passado. Pois bem. A expressão vem do latim: privilegium. Privus: privado. Lex: lei. Hm. Privado por lei. Na Roma Antiga, privilégio já era papo político. Visava uma pessoa específica, podendo ser pro bem ou pro mal. Já sabemos que ter privilégios também pode ser pro mal. E gente, que caralha isso vai fazer diferença na vida de alguém?
Fiz uma pesquisa basic, ainda pelo Google — que, caso vocês não saibam, é alimentada para o banco de dados das IAS. Já que você nunca conseguirão treinar um algoritmo, que já está sendo treinado, assim como voces nunca vão consegueir treinar colaboradores que já foram treinados, há não se que você invista tempo e energia (money) para revertir isso. Ops sem querer falei a lógica pos trás da inteligência artitificial, que levou tempos para decodificar o nosso sistema neuronal e que atuamente está gastando muito dinheiro com a água do planeta terra, para depois te mandar a tomar banhos curtos. A gente nao está tentando explorar à toa, só pelo nosso fascínio que o universo sempre nos trará, mas como contenção de danos, quase fazendo uma ligação: alo, alo marciano? Aqui quem fala é da terra, pra variar estamos em guerra. Tem sempre um aiatolá pra atola Alá. Tá cada vez mais down in the high society. Conheçam o trabalho da astrobiológica brasileira, Rebeca Gonçalves, a prmeira da classe a publicar estudos sobre agricultura espacial ( como cultivaremos alimentos na Lua e em Marte), pela NASA, vista como a careira do investimentos de governo e pelos EUA, mas que em 2025 investiu cerca de 25 bilhões de dólly, contra 895 bilhões de dolly pra proteger seu exército e sua defesa.
E o papo é mais antigo do que parece, os futuristas, dedicam-se a reconhecer fatos portadores de futuro, entender o que é uma tendência do que é modismo, êfemero (a prórpia expressão já releva: "está na moda”.) Eu estou maluca. Eu estou preso em um livro que li, 21 Lições para o Século 21, há uns anos e que mesmo já estuadndo o marketing digital na época, dizia que os conteúdos não serão feitos mais para pessoas e sim para os motores de buscas.s Quando li aquilo, achei um absurdo. Hoje acho ainda, que segundo a lógica da ciênciaa e dos dados, é impossível prever sistemas complexos, não computáveis, nós, que muda a chavinha de uma outra hora para outra. O que eu diria para esses futuristas? Que por sorte já nascerama da era de aquário. Porque falar vidente é feio. Esotérico. E que tal neurodivergentes? Que nasceram com um pnae no ssistema dessconfigurado e que demoram quase o mesmo tempo tempo que alguérm pra desconfigurar. Nada é organico, é tudo programado. Mas la vem eles novamnte eu sei o que vao fazer: reinsitalar o sistema: Pense, fale, compre, beba, Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga, Tenha, more, gaste, viva em 2003. O que seu signficaido, foi reinterpetado por mim, e que mostra que a cultura quando bem aplicada, é atemporal, pois ela é capaz de dialogar com o tema atual, que em 2008, uma médica psquiatra neurodiverbgente assumida, escreveu seu primiero best-seller: "Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado", mostrando, ano em que o país noticiava o caso Nardoni. Abro uma parenteses aqui sabendo do tempo que se é necessário para escrever um livro, acontecer no mesmo ano do seu lançamento são "meras coincidências." Pra colocar em prova, no mesmo ano, as manchetes nao paravam com o caso "Eloa". que teve seu pai reconhecido e preso pela cobertura do sequestro de sua filha em seu primeiro livro publicado: "sorria, vocE etstá sendo filmado".
Mas, de bate - pronto, voltando ao privilégio , que no meio disso tudo, nem é mais importante, mas aparece nos noticiários quase sempre pra se opor a alguma coisa. Com a ironia do contraste. Ou usada por pessoas pretas, quase sempre dentro de um contexto político.
Gente, a língua portuguesa é quase um oráculo. Se você fizer um esforço, vai encontrar muito significado inconsciente nela, E tudo que está em perfeito funcionamento quase sempre beira a inconsciência. De novo meu eu nerd. Segundo a IA, eu fico tentando mostrar inteligência demais. Dane-se.
Esses dias estava assistido um vídeo sobre a fenda dupla, que até hoje eu não entendi muito bem seu raciocínio lógico. E sei que é da área da física, ou da química. Mas quântica.
E vou mostrar mais pra frente porque conhecimento virou sinônimo de poder: unicamente para combater os mais poderosos.
Pra falar em físico-química, passei um grande período da escola tirando entre zero e meio em provas de física e química. Até hoje eu não sei o que é física, nem química. Nunca me esforcei pra estudar também. Eu sabia que aquilo não me serveria para nada. Só contava com meu lado mais vulnerável na recuperação: chorando na frente da professorap, tudo pra não pegar DP.
Mas eu lembro que não era um choro por me sentir burro. Era um choro pelo rótulo de repente, repetente que me seria dado. E entendam: mostrar seu lado mais vulnerável nunca vai te levar a lugar nenhum. A não ser que caiam lágrimas. Caem agora, e vão embora... Nessa vida, é preciso aprender até pra quem se chora. Eu chorei errado e me tornei aquilo que eu mais temia: repetente. E eu posso explicar em outro texto o que é tabu. Porque tabu é enxergarmos apenas o lado socialmente não aceito de algo.
Apenas. Bicho de sete cabeças. Todo mundo prefere não ver. E nesse fingir de cegos pra não ter que ver, criamos algo invisível, mas que todo mundo vê. Mas fingi que não vê. Sim. E é no invisível que a coisa ganha força. Contraditório, né? Alô Marcia Sensitiva. Mas vesti o uniforme de repetente, que era azul, junto com os acessórios que me cabia em tão pouco espaço criativo que me foi dado. Vesti o invisível. Só não falo que foi um privilégio, porque estaria mentindo.
Mas sabe, é um alívio...agora parece que você não precisa ficar dando tanta explicação de nada e relaxar, um pouco, das máscaras. Quando se é repetente, parece que você ganha a liberdade de ser mais quem você é. Será que isso é ser artista? Aceitar a inapropriação? Lá vai eu, dando uma de professor pardal: Ars, antes do latim, na sua raiz primitiva indo-europeia, significava juntar, adaptar, encaixar. Ok, não se signfica muita coisa. No latim, ars era qualquer habilidade feita com técnica, ordem e habilidade. Ferreiros. Médicos. Carpinteiros.
E quem inventou a palavra artista foram os italianos. Eles pegaram a base latina art- e adicionaram o sufixo -ista, vindo do grego -istēs, usado para indicar profissão. O termo artista nasceu na Itália para diferenciar as pessoas que praticavam as “artes liberais”: intelectuais, como poesia e pintura, dos meros artesãos mecânicos. Veja bem como a arte nasceu. Tratando medicina, técnica e ofício como artesanato mecânico. E eu não vejo isso como desqualificação.
Porque a maioria ainda eram artesãos. Só que de um outro jeito. Como se dissessem: aqui a técnica está liberada para deixar de parecer técnica. E talvez seja exatamente aí que a arte comece. O que eu vou te falar agora vai doer. E dói pros românticos como eu. Ser artista não significa mais do tempo que é, renascentista. No terceiro milênio, é sempre preciso contextualizar tudo. E saber desaprender também.
E eu sei: o que move um artista é explorar o vazio, esse sertão árido, dopaminérgico. Claro, há vazios que, se bem explorados, viram obras-de-arte: um não cantor pode virar cantor. Um não ator pode virar ator. Mas isso é só sintaxe.Antes de tudo, para ser cantor, ou vice-versa é preciso ser artista. Parece óbvio. Mas ninguém ensina ninguém a ser artista. Não existe isso. Você pode, no máximo, explorar do que a arte é capaz: fingir ser um. Sonhar. Sonhar mais um sonho impulsivo.
Essa parte vai doer. Em mim já doeu e ainda dói. Me encontro e reecontro com ela. Mas lá vai: você sempre vai precisar de um empresário. Ou de uma assessoria. Se quiser bancar o artista. Ser artista também é ter alguém que quantifique a sua arte, aposte em ainda no que você não tem. Mas que te enxergue como arte. E que invista em você. Bote grana. Só grana faz o mundo girar. Mas que obrigatoriamente tenha uma linguagem diferente da sua. Porque existem vários jeitos de ser artista, mas a arte tem uma linguagem abstrata por natureza. E quanto mais você tentar se abstrair sozinho, mais você vai se distanciando de um artista. Artista deveria ser sinônimo de coletivo.
E volta eu na dupla fenda. Não me lembro, se eram moléculas ou átomos que, ao saberem que estão sendo observados, mudam seu comportamento e até sua forma.
Partícula vira onda. Até hoje, mesmo vendo uma esquema visual disso aí, não consigo ver. Me incluo naquela turma que fala que só acredita vendo, e quando vê, não acredita. E não sei porque essa dupla fenda me pegou. Mas ultimamente só consigo pensar nela. Como alguém que unicelular, sei lá, que não tem cérebro, toma decisões quando percebe que estão sendo observadas. Isso me parece o efeito do Zenão. Mas a dupla fenda é mais doida ainda, porque se a gente espelhar o conceito. Temos um passaporte grátis para a loucura. Talvez loucura mesmo, seja a forma que eu consegui memorizar a dupla fenda, de forma prática. Olha a piração: pensa que você está num quarto escuro e ouve um barulho. O barulho pode ser do vizinho, do celular, do cachorro. Até o ato de você ascender a minha vela para descobrir de onde vem o barulho, é como se desse espaço para o trem decidir por conta própria, por onde vai querer manifestar o barulho. O meu Padre Cicero das coisas víseis e invíseiveis.
E tem gente que acha que IA não vai atingir a consicência? Eu acho que todas as coisas criadas pelo homem, que sairiam primeiro de um experimento mental, tem consciência.
Isso talvez trague verdades difíceis de serem engolidas pra um homem que adquiriu consciência e ficou obcecado por entender o universo, dar sentido a tudo. Será que o univeso não etá tirando uma com a nossa cara? No sentido de quanto mais vocês me observam, mais eu os deixarei confuso. Talvez não seja uma mensagem subliminar. Talvez seja só um recado: Irmão, olhai-vos pra dentro. E pra dentro é o Planeta Terra. Se olhar mais pra dentro ainda. Desoobrirão que quanto mais se olham, mais confusos ficam. E quem saiba, lidar com a confusão, faça parte do seu ser consciente. Entender que ela faz parte de mim e de você.
Mas ninguém está ensinando isso pra gente. Nem a religião. Nem a ciência. Mas isso não é dever de ninguém. É uma tentativa de diminuir o caos interno e externo. Neste planeta, teremos que lidar com coisas que fogem da nossa consciência. Por isso é bom, sempre acreditar nos mistérios,
E eu a rainha do Nilo. Vou ficando por aqui, na banheira. Não nessa de mármore com espuma e hidromassagem. Mas já em ritmo de Copa: impedido, supervisionado por bandeirinhas e punido a atacar.
A melhor defesa, nem sempre é o atatque. O jeito é ceder e rever os ditados populares, que na maioria das vezes, foram feitos para nos enburrecer com a falsa embalagem cultural.
Vamos falar sobre cultura no próximo ninOCO? Ou é pesar o clima?
A
